Terça-feira, 28 de Julho de 2009

o meu problema 1

A dois meses das eleições – não sei se é por causa do calor e das férias, mas ainda parece tanto tempo –, os dois partidos que podem ambicionar chegar ao Governo já transpiram campanha eleitoral por todos os poros. Acertam as regras dos debates televisivos, gerem o aparelho de interesses na composição das listas, ensaiam discursos mais ou menos crispados que pretendem sugerir um genuíno embate ideológico e imagino, até já decidiram em que dias Manuela Ferreira Leite estará autorizada a não usar o seu colar de pérolas ou quando é que José Sócrates poderá deixar a gravata de lado.

Nada a que não estejamos já habituados e até cansados, pelos piores motivos. É o folclore de qualquer campanha eleitoral. Pode ser diferente, tornar-se mais moderno, encher-se de facebook e de twitter, mas no fundo, nada muda porque o objectivo é o mesmo, é conseguir obter o maior número de votos.
Este é o tesouro na história de qualquer eleição. O voto é demasiado valioso para se dar de qualquer maneira. Até porque, em princípio, tem uma validade de quatro anos, o tempo de uma legislatura. Por isso e também porque o tempo é o tesouro na história da vida de cada vez mais pessoas, sonho com partidos inteligentes, que me enviem por correio electrónico o programa eleitoral, mas todo de uma vez, que sejam claros no debate e na explicação das medidas propostas, que não me façam promessas estúpidas – ainda não me esqueci da da criação de 150 mil empregos – e que não saturem os meus sentidos com a sua presença. Só quando se justificar. Resumindo, que não me entupam de propaganda, que pensem a médio e longo prazo. Seria muito desejar que ensaiassem uma proposta para Portugal sair da sua própria crise depois do fim da crise internacional? A razão deste meu desejo é muito simples e os especialistas de comunicação em campanhas eleitorais saberão melhor do que eu do que falo. O que é só entretém enjoa quando é demais e eu posso, injustamente, fartar-me. Mas talvez este seja só um problema meu. 
publicado por Sílvia de Oliveira às 16:27
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